domingo, 16 de novembro de 2008

Distância transaccional


Consiste num modelo teórico desenvolvido por investigadores com o objectivo de estudar a participação e envolvimento dos estudantes em cursos de educação à distância. Moore em 1980 definiu distância transaccional como função do diálogo e da estrutura, isto é, uma distância transaccional mais pequena era sinal de maior envolvimento dos estudantes, enquanto que, mais estrutura era reflexo de mais distância. Mais tarde, Moore e Kearsley (1996) incluíram nesta perspectiva um terceiro factor, a autonomia do estudante, ou seja o nível de controlo do estudante sobre o seu processo de ensino (planeamento, execução, e evolução do trabalho).
Garrison e Baynton defendem que estes três factores estão interligados de uma maneira complexa e que aumentos de estrutura não significariam obrigatoriamente perda de autonomia.
Concluiu-se afinal que, os estudantes desenvolvem conhecimentos mais significativos quando existe interactividade, ou seja, que o envolvimento, a troca de conhecimentos, é um elemento fundamental para a construção de conhecimento.
Perseguindo o objectivo de localizar e estudar a distância transaccional, Moore (1989) sugeriu três tipos de interacção.
“A interacção aluno - conteúdo, tem a ver com o processo de interacção intelectual, com o conteúdo, de que resultam mudanças na compreensão do aluno. A interacção aluno/instrutor, reporta-se ao diálogo que existe entre o instrutor e o aluno, em que o instrutor facilita e orienta os alunos na construção do seu conhecimento motivando-os para a exploração dos conteúdos. A interacção aluno/alunos fomenta o diálogo dos alunos com os colegas, para análise, crítica, partilha e reanálise das ideias e das experiências, pressupondo uma aprendizagem construtivista.”2
Mais tarde Hilman acrescentou um quarto tipo de interacção, interacção aluno – interface, tem a ver com a adaptação do aluno ao software e a forma como este o domina. Todas estas variáveis são naturalmente importantes e influenciam a forma como a distância é vivida, bem como, a maneira que o conhecimento é transaccionado.
Vários estudos foram desenvolvidos dentro desta área no sentido de se perceber como é que os estudantes constroem o conhecimento num ambiente à distância.
Swan (2001) concluiu que existem três factores que contribuem significativamente para o sucesso do curso à distância, uma estrutura clara e consistente, um professor que interage com frequência e construtivamente com os estudantes (interacção instrutor – aluno) e uma discussão com valor e dinâmica (interacção aluno – aluno).
A distância transaccional deve ser “pequena” para que os estudantes consigam atingir objectivos pertinentes de aprendizagem. Nos cursos a distância o aluno está fisicamente e temporalmente separado do professor, por isso, é necessário uma logística maior e um cuidado especial de modo a que as dificuldades que a distância acarreta sejam ultrapassadas.

Bibliografia Utilizada:

1 - R. Wallace (2003) -Aprendizagem Online na Educação Superior: uma Revisão da Investigação sobre as Interacções entre Professores e Estudantes.





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